segunda-feira, janeiro 12, 2004

Pai sobe em guindaste ao lado do Tâmisa e pára Londres

Londres - David Chick é um homem indignado. E um imã para atrair a indignação de outros. Desde sexta-feira, esse pai de 36 anos sentou-se no alto de um guindaste de 37 metros de altura, ao lado da Tower Bridge, em Londres, vestido de Spiderman, num lance para atrair a atenção para a situação de pais que não têm acesso a seus filhos.

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O protesto solo de Chick é apoiado pelo Fathers 4 Justice, um grupo que tem atraído a atenção para o tema dos direitos dos pais com uma série ruidosa de manifestações. No ano passado, 200 membros do grupo, vestidos de Papai Noel, protagonizaram uma cena teatral num escritório da promotoria. No mês passado, dois membros vestidos como Batman e Robin escalaram um edifício do Tribunal Superior.

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“É como uma humilhação ritual”, diz o pai divorciado Harrison, de 45 anos, que afirma não ver a filha de 12 anos há dois anos. “Você é levado ao tribunal e deixado nu.”

“Coisas como essa mudarão as coisas”, diz, mostrando o guindaste.

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Jill Lawless/AP Texto integral em http://www.pailegal.net/chicus.asp?rvTextoId=-1606451147

O mundo e o quotidiano

Por que às vezes as pessoas se dizem defensoras do outro enquanto fingem não ver que o estão prejudicando? Que o estão fazendo sofrer? Lembram-me os déspotas que saem à guerra dizendo-se amparados por deus, seu deus, que exige que se mate e que se morra em seu nome, que bradam "deus nos abençoe" ao mesmo tempo em que mísseis são disparados e acertam o quarto da menina que sonhava em ser bailarina quando crescesse.

Não é óbvio que deus nenhum aprovaria isso? A maioria dos deuses que hoje conheço são a própria utopia humana, não caberia a esse ideal de humanidade fazer sofrer, é óbvio que não.

Bem, mas também é óbvio que privar uma criança de um convívio equilibrado, equivalente com seu pai e sua mãe é algo nocivo. Cedi ao desejo de minha ex-mulher para que meu filho não mais ficasse comigo nas quartas à noite e dormisse em minha casa, a primeira quarta foi na semana passada e, quando fui deixá-lo hoje, depois de algum tempo em que ele já ia numa boa para ela, hoje ele não quis se separar de mim, como era antigamente, demonstrando, como sempre faz, que quer mais de mim, que quer conviver mais comigo, mas talvez o objetivo dela seja ir conformando ele em conviver menos e menos comigo, talvez, talvez sonhe, em nome "do bem dele" que vá me esquecendo aos poucos.

O que me resta é compensá-lo de alguma forma pela perda de menos um momento comigo e da falta que isso faz.

quinta-feira, janeiro 08, 2004

Discriminação e preconceito

Sempre me emocionei com a lutas contra a discriminação e o preconceito, sempre me empolguei com as lutar por direitos, como direitos das crianças e dos adolescentes, das mulheres, mas, confesso, sempre me vi dentro dos grupos majoritários, em que seus direitos estavam bem protegidos, ao menos aqueles bem básicos, e bem entendidos pela constituição e tantas outras leis complementares.

Agora, incrível, sou discriminado e sofro de preconceito por ser pai, sou acusado de querer ser mãe e não aceitar meu papel de pai, sou acusado por ser muito apegado ao meu filho, sou acusado por ter uma relação muito próxima com meu filho, sou acusado por querer vê-lo todos os dias, por querer brincar com ele, por querer conviver com ele, por querer ser pai dele.

E, apesar dos direitos básicos constitucionais, do Estatuto da Criança e do Adolescente e de tantas outras leis garantirem os direitos que eu e meu filho temos de estarmos juntos, de que eu possa participar da educação, da formação da personalidade, da vida dele, corre o risco de ser uma briga dura, não é uma coisa do tipo que se resolve facilmente, ainda é imatura a jurisprudência, as conquistas dos pais ainda são muito recentes.

E como não se trata de ser "mártir" só, eu teria que tornar também meu filho um "mártir" e ele tem todo o direito de não sofrer do mesmo romantismo que eu, eu, recentemente, cedi do direito de passar de quarta para quinta feira com ele, era importante para ambos e existem testemunhas disso, em troca, vou ter direito a dois passeios durante a semana, de duas a quatro horas, afinal, ele está se recuperando de todos vários problemas de saúde agora, eu não posso deixá-lo em meio a mais uma guerra.

Mas não posso deixar de manifestar meu repúdio a essa sociedade que não recrimina a mães e pais que não lutam para estabelecer o melhor convívio possível com os pais de seus filhos, que não percebem, que crianças não são culpadas de sua imaturidade.

Por que as mães de pais separados acham que para manter o amor de seus filhos precisam afastar o pai o máximo possível? Não percebem ela que quanto mais amor verdadeiro uma criança receber, mais ela vai amar? Por que a violência gratuíta? Se a mãe do meu filho não consegue manter-se próxima de mim por ainda não ter resolvido bem a separação, que culpa o Cauê tem? Que culpa eu tenho?

Eu sei que a justiça está amadurecendo rápido, que em poucos anos será claro para todos a importância de não se romper os laços da criança com o pai, mas o tempo do meu filho e o meu são mais acelarados que o tempo da história. Às vezes me pego pensando em criar camisetas com frases como: "Deixe-me ser pai do meu filho", "Orfãos de pais vivos" ou coisas parecidas.

Digo isso, por que apesar de ter registrado um acordo, ontem, quando deixei o Cauê de um passeio, teve o passeio que terminar com um: "Você vai ver o que vai acontecer, o que eu vou fazer com você, me aguarde" e a única coisa que ela tem contra mim, a única coisa que ela pode fazer contra mim e machucar meu filho, é usá-lo contra mim e isso já aconteceu, mas uma simples ameaça dessa não constitui elemento para uma ação, embora a violência, na frente do meu filho, fosse suficiente para prejudicá-lo.

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Um pouco mais triste que o normal

Apesar do Cauê estar bem melhor de saúde, registrado pela pediatra dele, ganhou bom peso neste último mês. Agora os remédios receitados são os que eu achava, meses atrás, que o Cauê precisava, ou seja, a crise passou, agora é cuidar do médio e longo prasos. Apesar de todas essas coisas boas, algo de hoje, a brutalidade atual da Debra, fez com que me lembrasse da audiência de ontem, bem, durante a audiência ela quis saber quando o Cauê seria escutado sobre querer ir com a mãe para a Suécia ou querer ficar com o pai, já que o futuro marido dela é sueco e, segunda ela na audiência, ele vem para o Brasil mas vai querer voltar para o seu paí­s e ela seguirá com ele.

O que foi mais difí­cil, entretando, foi que quando sestávamos voltando e ela me acusando denão pensar no Caêª, eu a questionei por estar se casando, sabendo que, caso o Caê opte por permanecer no Brasil, ela vai deixá-lo e partir para o outro lado do oceano e, imagina por que estou triste, ela disse que vai perguntar, exigir uma resposta, mas se ele decidir ficar, ela não vai, ou seja, será uma criança, um adolescente, sendo chatageado com um blefe pela própria mãe.

Eu me pergunto como uma pessoa pode ser tão má, como uma mãe pode estar planejando, criando uma situação em que já, de ante mão, sabe que seu filho terá de escolher, com 12 anos, entre o pai e a mãe, mas não entre morar com um ou com outro, mas qual dos dois vai deixar para trás ou deixar partir. Tudo bem, 10 anos é muito tempo, vamos torcer para que nunca chegue essa hora, será melhor para todos.

Felizmente, posso dizer que fechei a gestalt no último final de semana, não há nada mais pendendente à minha ex-mulher, entendi melhor muitas das coisas que aconteceram enquanto estivemos juntos e, até ainda no último ano, até nesse último final de semana. Ela está novamente me odiando gratuitamente, dessa vez mais gratuitamente do que nunca, talvez por se sentir ameaçada de alguma forma por mim.

Enfim, agora sim, posso me considerar pronto para recomeçar minha vida, não que isso me prive do sofrimento ocasionado pela maldade da minha ex-mulher e de sua mãe, embora agora eu tenha certa curiosidade para saber até que ponto a mãe dela não está receosa de ter exagerado no veneno e estar prestes a padecer de seu próprio veneno. Só não me alegro, pois é certo que há veneno suficiente para meu filho e para mim nesse mesmo bote.

Vou ver se cato o próximo post na parede do meu ex-quarto, ele vai fechar esse capítulo, é muito simbólico.

sábado, janeiro 03, 2004

Going to say good bye to 2002/2003, time is out

Acho que estou mais perto de fechar minha gestalt em relação à minha ex-família, algumas peças estão se encaixando melhor, pouco a pouco e está começando a se formar uma figura mais clara, especialmente em relação às últimas semanas, que foram tudo de complicadas. Embora eu não tenha compartilhado quase nada sobre esse momento com vocês, fiquei feliz de não ter feito o encerramento ainda, no fundo eu sentia que ainda não estava tudo resolvido. Eu estava quase colocando o texto que vai encerrar esse blog, ele já existe e, apesar de já ter mais de um ano, permanece com uma atualidade fantástica.

Tá que têm coisas na cabeça das pessoas que eu nem sonho entender, não consigo, entender minha própria vida, especialmente em relação à mãe do meu filho, talvez tentar entendê-la já suga toda minha capacidade de compreensão, de tentar resolver, sinto mais todo o resto pode esperar, não vou tentar entender o que se passa na cabeça de todo mundo, vou buscar minhas soluções para os problemas do mundo moderno.

Apenas estou torcendo para que as coisas não atropelem mais o Cauê, que ele aprenda a falar, a expressar seus sentimentos e não precise somatizar tudo, mas eu deixo os detalhes para quando eu conseguir fechar, está perto, muito perto, agora eu sinto que está perto de verdade.

quinta-feira, dezembro 18, 2003

Ele esperava pegar seu filho naquele dia, como deveria acontecer em todas as quartas, mas por ser acusado de arruinar a vida de sua ex-mulher, fora privado disso, acabou tendo que se contentar com um passeio breve. Ao deixar novamente seu filho na casa de sua ex, eles sofrem juntos, pai e filho, em despedida sentida, até que puxado das grades que o separava de seu pai, nada mais resta ao filho além de acenar, juntar ambas as mãos à boca e enviar um beijo, beijo que atravessaria qualquer grade, qualquer barreira, para alcançar o coração do pai, beijo melancólico, cheio da tristeza de partir, da tristeza de deixar.

quarta-feira, novembro 19, 2003

Resolvendo tudo, parte II

Amigos,

Bem, felizmente a Debra está se resolvendo mais definitivamente com seu namorado suéco, a gente conseguiu ter a primeira conversa séria sobre o que o Cauê depois de algum tempo, em parte por que ela se abriu sobre o que está fazendo e suas incongruências amorosas.

De fato, acho que consegui persuadí-la a fazer massagens com a loção anti-alérgica do Cauê num ambiente reservado, depois de se acalmar, relaxar, para que o Cauê sinta a segurança de tê-la de forma íntima por perto ao menos algumas vezes por dia durante meia hora.

Posso dizer, que da minha parte, já consegui convencer o emocional de que não adianta uma grande paixão unilateral, que não se vive um amor só seu, que todo amor, para dar certo, tem que ser propriedade mútua do casal e, com isso, a paixão foi diminuindo. Tá que ter um novo amor ajudou muito, não dá nem para pensar em negar isso.

Agora é constriuir nossa vida feliz, para que as pessoas que amamos ou queremos bem possam ser felizes com isso também.

terça-feira, novembro 18, 2003

Anjo Mecanico e o meu Quati: o início

Estava refletindo sobre quão projetivos são meus nicks ou apelidos na Internet, quando conheci a Di estava usando o lendário BiChOqUePuLa, pode parecer bôbo, simplesmente uma brincadeira com o bloco Kangurú, mas se fosse só isso não tinha sido meu nick por um bom tempo. A análise do BiChOqUePula fica para outra hora, que minha vontade é da análise do Anjo Mecânico.

Antes de completar o post, quem se atreve a explicar esse nick? Ah, alguém não sabia que esse não era apenas o nome do meu blog? É, não é, é mais do que isso, é um nick que uso há muito tempo na Internet, há muito que assino assim algumas coisas, e foi quase mágico escolhê-lo para esse meu blog, que talvez esse é o período em que essa dualidade do Anjo Mecânico esteja mais acentuada, já ia explicando, não, o mais interessante desse post vão ser os comentários, é que eu sou muito auto-reflexivo e antes de lançar um consenso sobre eu mesmo, que ninguém ia ousar debater sobre isso.

Eu espero por algumas tentativas, quero principalmente dos leitores que nunca se manifestam, eu sei que vocês estão aí, essa é a oportunidade de falar sobre o pouquinho de mim que conhecem, um pouquinho sobre o anjo ou sobre o mecânico, se alguém se aventurar pode até ensaiar montar o leo da maior parte do tempo hoje em dia.

Os melhores comentários viram posts, com direito a reflexão, melhores para mim, claro.

Sim, se BiChOqUePuLa teve sua inspiração imediata na aventura de se enfiar no meio do fortal para ver no que dava, por que enfim, eu tinha que ser pelo menos por um momento, um ser da maioria, Anjo Mecânico tem sua inspiração direta no filme Laranja Mecânica do Stanley Kubrick, mas para ir além disso, é preciso ficar "de olhos bem fechados" e descobrir essa "full metal jacket" que reveste "o iluminado" em sua "odisséia no espaço" quotidiano depois de perder sua "lolita".

segunda-feira, novembro 17, 2003

quarta-feira, novembro 05, 2003

This is the end, my only friend, the end...

Hora do friozinho na barriga, há vários e vários dias que estou assim, sentindo esse friozinho na barriga, agora é o fim, o fim de verdade. Eu sei que já disse outras vezes que era o fim e de fato era, algum momento foi o começo do fim, formalmente, eu entendo o começo do fim como o dia que voltei de Floripa, mas pode ter sido antes, em algum dia depois que a Debra soube que estava grávida, mas agora é o fim mesmo, é o fim por que eu estou colocando um monte de pedras em cima, não só uma, por que uma não seria suficiente para colocar tudo para dormir.

Esse post talvez maltrate um pouco a Di, talvez não, espero que não, se maltratar, espero que não seja muito, acima de tudo, segundo ela, nós vivemos uma tal duma sigla, algo como ACP, ela comenta dizendo se é isso e o que isso significa se ela achar que deve, então eu vou escrever um pouco sobre este momento.

Algumas coisas ficam meio embaralhadas, durante um tempo eu sofri violentamente por estar sendo rejeitado, então sofri inúmeras vezes com a tentativa de retomar meu relacionamento com a Debra, eu estava numa queda acelerada, com dias em que em que eu estava numa crise tão forte, que mal podia falar com qualquer pessoa, algo se embolava no meio da minha garganta, ao ponto de estar quase desesperado.

Quase nesse ponto a Di ressurgiu na minha vida, como amiga, eu sempre tive algo muito forte com a Di, desde há muito tempo, de me sentir confortável junto dela, talvez seguro, principalmente, eu gosto do jeito que ela escreve. Naquele momento eu havia desistido da Debra, desistido racionalmente, não que meus sentimentos ou meu sofrimento tivessem acabado alí. Não, o sofrimento acabou, mas o sentimento diminuiu, muito, mas não acabou.

Agora, eu estou namorando, ainda virtualmente, com a Di, a Debra já sabe disso e a opinião dela é pública sobre o meu novo relacionamento, ela está fazendo terapia que eu pedi que ela fizesse ou que a gente fizesse durante anos, e a Debra decidiu que me ama de novo e está arrependida de tudo que fez. Eu não chego a confiar na perenidade desse sentimento, não mais.

Então eu estou colocando muitas e muitas pedras em cima da minha paixão pela Debra, estou construindo um relacionamento com a Di, que é totalmente, completamente oposto ao que eu tinha com a Debra, ela tem todas as virtudes que faltavam na Debra, mas também não tem as virtudes que a Debra tem, daí­ que o meu relacionamento coma Dié um relacionamento de amor, muito amor mesmo, e o com a Debra era, de muita paixão, muita mesmo.

E com o friozinho na barriga ficam todas as inseguranças, que já não são tão grandes, mas que existem. De qualquer forma, eu procuro não cobrar meu relacionamento novo, ele não vai ser como o antigo, e nem eu queria que fosse, ele vai ser o que tiver de ser e, ao menos agora, está sendo tudo de lindo para mim, e como está sendo lindo também para ela, então não temos por que temer.

Então cheguei ao fim, e do fim recomeço.

segunda-feira, novembro 03, 2003

O que eu posso dizer, estou começando a semana bem, apesar dos pequenos percalços e do dinheiro que eu tenho no bolso não ser suficiente para nada, apesar de que o desafio na empresa mistura-se com meus desafios pessoais e que sinto que hora mais, hora menos, vou ter que ser capaz de fazer alguma coisa comigo mesmo que possa colocá-la em velocidade de cruzeiro.

Evidentemente, eu estou um pouco inseguro com o que vai rolar com o trabalho que vamos fazer neste mês, afinal, pode ser que todo mundo ache que eu sou um inútil e o grande problema da empresa, posso até dizer que já considero isso uma hipótese plausível, mas não posso mentir em dizer que estou preparado, mas estou me preparando.

Felizmente estou calçado, sem mim ou comigo estamos mais próximos de concluir, nosso empreendimento, em outras palavras, lançar a versão 1 do Vessel, nosso produto projeto, carro chefe da empresa. Isso graças à força que a Milena está dando, é muito bom, é como se uma parte de mim tivesse se desconectado e agora tivesse autonomia, pena que vai ser só por um tempo e estou acreditando que isso vai gerar um bom trabalho. De repente, estou pensando que isso pode ser tornar uma boa solução, delegando responsabilidades eu consigo pensar mais na estratégia e ver os progressos globais acontecendo, mas isso me torna mais "inútil" ainda.

Ah, um cliente segurou, alegou que não temos o TEF ainda homologado, o que realmente seria um problema para eles a partir de janeiro, talvez pudéssemos fazer, talvez, depende, e muito, do sucesso do nosso trabalho agora, neste mês, se for bem sucedido, poderemos assumir grandes desafios, se não, vamos ter que pensar em como resolver os desafios menores. Isso gera menos uma receita potencial, isso complica um pouco nossa vida, talvez muito, temos que analisar, temos que analisar.

Temos que analisar e me falta uma grande figura, the big picture, algo que me permita olhar para as potenciais conseqüências dos fatos que nos afligem, para que possamos pensar nas alternativas que impactam de forma real.No mais eu estou bem, na verdade eu estou bem mesmo com tudo isso, isso já é minha vida há muito tempo, muitos anos mesmo, notei que estou cansado, pudera, vão fazer 11 anos que não tiro férias, com 10 acho que encontrei meu limite, agora é reconstruir dos destroços, os últimos tempos têm sido punk, mas há uma lâmina de luz que se forma à nossa frente.

Para conseguir isso preciso atrair novamente os fiéis, eu sei que pode parecer bizarro, mas ser empresário, ao menos no Brasil, precisa de fé, e fé implica em fiéis, se você não tem fiéis, não tem uma religião, por que o único fundamento de qualquer religião é a fé dos fiéis.

Lógico, uma empresa estabelecida, além de fé, tem resultados, o bingo enche de gente e a coleta de domingo é cheia por natureza, mas se você ainda não está estabelecido, depende da mais profunda fé das pessoas, precisa retirar energia das entranhas para alcançar os objetivos, ooops, objetivos? É, também é a fé que norteia os objetivos, sem fé os objetivos ficam mirrados, e mirrados, não compensam o esforço necessário para se chegar até lá.

domingo, novembro 02, 2003

Contador inaugurado

O www.sitemeter disse que tinha colocado o contador no meu template para mim, que sou preguiçoso mesmo. Vamos ver se funcionou ou se ele colocou em algum lugar feio. Obrigado Sarets.

Ele tinha colocado num lugar tão feio que eu nem conseguia ver, mas a di disse que tava vendo, então deveria ser diferença de navegador, agora está lá em baixo, bem bonitinho. Vamos esperar uma semana para ver o que acontece. Eu preciso de alguma motivação para escrever meu blog. O que vocês acham, eu estava pensando em abrir um que não tivesse compromisso em ser a minha própria vida, mas podendo ter histórias com personagens semelhantes com pessoas da vida real por mera e estrita coincidência.

Espero notícias...

sábado, novembro 01, 2003

Giz da Legião Urbana

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço por assim dizer,
Quando convém
Aparecer ou quando quero

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou

Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E p'ra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz

Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
La vem lá vem lá vem
De novo
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei
Tudo bem, tudo bem...

Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Tudo bem, tudo bem...
Acho que estou gostando de alguém
Tudo bem, tudo bem...

quinta-feira, outubro 30, 2003

Eita, que o hoje o dia foi até o talo, chega fiquei zonzo

Não sei o que me deu na cabeça de ir falar aquilo que já era sabido e não queria ser ouvido, é sempre traumático, mas uma hora ou outra eu tinha que fazer, ou ia acabar acusado de falso, mentiroso e tudo mais que cabe a alguém que não conta à ex que está de namorada nova, tá, tudo bem, a minha ex me chutou há quase dois anos, eu insisti em ficar com ela até uns quatro meses atrás, quando ela me chutou de novo, ainda acreditei que ela queria voltar umas três ou quatro vezes e vi ela mudar de idéia em menos de uma semana.

Agora ela resolveu que me ama e está arrependidade de tudo, de novo, está mais efetiva agora, mas ela sabia que tinha outra pessoa, primeiro ela sabia que tinha outra pessoa, agora a outra pessoa é minha própria namorada virtual. A última vez que eu tive uma foi quando eu comecei a usar Internet e foi tudo de lindo. Não, eu não quero voltar, mas não por que eu tenha outra pessoa, que paixão não é coisa assim que se controle, é por que nem eu posso acreditar que seja tão de verdade assim essa volta, nem eu acho que vivo só de sexo.

Agora eu tenho uma namorada virtual que já foi minha cunhada, é ex quase mulher do meu melhor amigo e já foi cunhada da minha ex. Que confusão, será que isso pode dar certo? Espero que não machuque, nem eu, nem ela, mas por enquanto está bom, bom, muito mais que bom. Bem, talvez o amigo não me queira mais, eu vou entender, mas ao menos eles não acabaram por minha causa, eu não fui nem a paixão libertadora e nem a grande paixão do after, eu sou apenas o amor, nem paixão eu sou, e estou feliz assim, estou feliz em amar e ser amado e isso ser tão recíprocro, tão livre, tão leve, tão lindo.

Descobri que as mulheres que eu mais amo escrevem bem, isso não é igual às mulheres que eu me apaixono, não, são as mulheres que eu mais amo, a di, lógico, adoro o blog dela, a cellina e as folhas de caderno dobradas três vezes lidas no ônibus de volta para casa de algum lugar e outras, mas essas duas é por que elas duas vieram em conversa de hoje mesmo, então estão na cabeça dois textos perdidos repassados. Também lembrei da Clarisse, gostava tanto de conversar com ela, encontrei com ela esses dias, tinha ido para Recife, está de volta, espero convidá-la para meu chá de casa nova.

É, falando em casa nova, eu estou precisando mesmo, morar na casa dos pais não é para qualquer um, admiro aqueles que conseguem, parece algo inteligente se racionalizado, mas eu não consigo, preciso poder ser eu mesmo com minhas próprias idéias e não com as dos que me querem autêntico com as próprias idéias deles. Não tenho como fazer isso por pelo menos uns quatro motivos diferentes e fortes, mas hora mais, hora menos, vai ter que acontecerm ou vou parar no hospital.

Eu, pauta de jornalismo de fofoca, quem diria...

Imagina, acabo de saber que fui pauta de jornalismo de fofóca, tá, que não teve muito glamour, apenas que uma turma do primeiro semestre de jornalismo da fanor teve como pauta de exercicio do curso de comunicação social a minha separação com a Debra. Isso seria besteira, bobagem, o problema é que teoricamente a oktiva, que é uma startup, estaria quebrada, mas não isso ter sido uma pauta, mas ninguém ter checado com a própria oktiva se isso era verdade.

Sem falar que caixa apertado é bem diferente de quebrado, nosso passivo ainda é menor que nosso ativo, sem contar o valor das nossas marcas e dos nossos produtos, que ainda não estão contabilizados ou monetarizados. Nós estamos com caixa apertado, mas alguém pode me dizer quem é que não está? Só banco está feliz com a economia atual, a maior parte das empresas está sufocada com juros extratosféricos e com o dinheiro, que não está circulando no mercado. E mais, se for assim, imagina se eu for considerar que todas as empresas que nos devem e estão em atraso conosco estão quebradas, vocês nem acreditariam quem são de tão grandes, e estão sem caixa, sem dinheiro para desembolsar mil reais há dois meses.

Primeiro que a Debra não tem acesso ás informações sobre a oktiva, segundo que ela sabe que a empresa foi fundada em 2002, ou seja, ano passado, que é uma empresa de tecnologia de ponta, ou seja, é uma empresa que trabalha com produtos e serviços de alto valor agregado e de alta acumulação. Ela também sabe que a oktiva não tem como foco de atuação o mercado local, mas que durante a fase de desenvolvimento dos produtos, estamos restringindo nossa atuação ao mercado local.

Bem, fico triste que um cara, que está a fim de ficar com a Debra, ache que fazendo isso vai estar ganhando alguma coisa com ela, eu sei que em momento nenhum a Debra iria querer me prejudicar dessa forma, mas ela é inocente, ingênua, isso eu mais acredito que este cara abusou da ingenuidade dela, liguei para ela, ela jura que não falou nada para ele, até por que ela não sabia de nada, que é verdade, eu não gosto de falar sobre negócios nem com meus amigos.

Outra coisa que me intriga, imagina, uma pauta, mas fazia todo sentido que a informação fosse checada, nós estamos aqui, estamos na lista telefônica, quem quiser falar conosco pode falar para tirar à limpo, meu telefone é (85) 3083-2545. Ah, inclusive, estamos contratando:

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Pedimos para que gentilmente divulgue esta oportunidade junto às listas de discussão que reúnam estudantes envolvidos com a área de novas tecnologias, eventualmente poderemos também considerar a contratação de profissionais em programa de trainee ou a formação de uma turma fechada para treinamento e seleção nas tecnologias relacionadas às vagas ofertadas

Estão abertas três novas vagas para empreendedores que gostem de inovação tecnológica e grandes desafios na área de desenvolvimento de softwares e tecnologias novas, A Oktiva é uma empresa nova e inovadora, com a dinâmica do setor de desenvolvimento inspirada nos paradígmas do XP, extreme programming, e está selecionando estagiários para atuarem no desenvolvimento de seus produtos.

Os produtos da Oktiva seguem os paradígmas da empresa, dentre eles o de ter que ser possível ser desenvolvido e implantado somente com soluções Open Source, com isso o ambiente de desenvolvimento e as soluções que implantamos rodam sobre o Debian Gnu/Linux e as ferramentas utilizadas para o desenvolvimento são CVS, Netbeans (Java), Vim ou Xemacs conforme o gosto do candidato, Jboss para o Vessel, que segue as especificações J2EE, e, lógico, é mister que o candidato seja um leitor assíduo das tirinhas do Dilbert e esteja super ansioso com a espera da seqüência da trilogia Matrix. Se o candidato ainda não tem Debian instalado em seu computador, ainda é tempo de correr, sugerimos a instalação da distribuição Sid, instável, que é muito mais divertida que a Woody, estável.

As vagas são destinadas àqueles que estejam dispostos a amar seu local de trabalho, participar da pintura de painéis artísticos nas paredes do laboratório de desenvolvimento e também àqueles que já possuem conhecimento ou experiência em laboratório com programação Orientada a Objetos, com Java, preferencialmente com J2EE e Jboss, que conheçam a tecnologia de Banco de Dados objeto-relacional, preferencialmente o PostgresSQL, que já tenham desenvolvido GUI e WEB, que já tenham ao menos lido sobre XML, Perl, Bash, integração de aplicações corporativas, comércio eletrônico, objetos distribuídos, componentes substituíveis, UML, assinaturas digitais, frame-relay, IP, tecnologia de agentes e model driven architeture, dentre outras coisas coisas que estão na vanguarda da tecnologia globalizada.

É necessário dizer que inglês é fundamental? Especialmente se o candidato quiser participar de alguns de nossos projetos Open Source e quiser se tornar um desenvolvedor oficial Debian.Para melhores informações entre em contato através do email leonardo@oktiva.com.br, mas antes de enviar curriculo, dá um passadinha no site http://www.brainbench.com e faz ao menos alguns testes: EJB 2 Fundamentals, Java 1 e os Problem Solving, daí inclue no email a URL com o seu Public Transcript, que nosso primeiro encontro se tornará bem mais proveitoso.

A bolsa de ajuda de custo deve ser o fator menos importante de interesse, mas será compatível com o mercado e o conhecimento do candidato.

Agradecemos sua atenção,

quarta-feira, outubro 29, 2003

Quando será o último capítulo?

Andei pensando que esse blog poderia ter acabado, de verdade, de verdade, eu consegui primeiro controlar minha paixão não correspondida pela Debra, depois de algum tempo comecei a reconstruir minha vida, hoje tenho um namoro virtual tudo de bom, virtual até certo ponto, ou seria melhor dizendo: até certo dia, ainda sem hora marcada.

Por outro lado minha vida ainda tá londe de estar resolvida, o mais importante está se aquietando aos pouquinhos, nem tá tão resolvido assim, mas está se aquietando, com um colo tudo de bom nos momentos de cansaço e exaustão, mas outras coisas surgiram, eu sabia que iam surgir, hora mais, hora menos, e surgiram agora, só que vieram muito mais forte que eu imaginava, juro que quase me derrubava, também eu ainda não estou fortão, estou numas duas semanas de depressão e angústia, mas não vou escrever sobre isso ainda nesse post, ainda não estou preparado para escrever sobre isso, que vai escarafunchar minha vida lá no fundo, lá no fundo mesmo, vocês nunca mais me olharam do mesmo jeito, mesmo quem já me conhece muito, mas acho que vou precisar convencer o mosca a spamdir :) os negócios das bananas para coisas mais rentáveis e interessantes antes de escrever, ou vou só comprar um pouco da que vem de pernambuco com o que o banco não confiscou da minha restituição do tempo que eu era quase rico, e olha que isso faz tempo, que são mais de dois anos sem salário já.

Então eu sei que estou perto de fechar a gestalt do meu lance com a Debra, olha eu que chique, e pretencioso, estou perto nada, ela está fazendo terapia, eu não, mas eu me sinto tão bem com o meu novo amor me ajudando, tá, eu sei que não funciona, na verdade não sei tanto assim não, finjo que sei, mas que eu pedi explicitamente que ela me ajude a resolver meu problema com minha arrogância isso eu pedi, isso não envolve meu relacionamento com ela, ao menos ainda não, ela gosta de mim mesmo eu sendo assim. Tá que eu acho que ainda não cheguei no patamar do Silas, mas também continuo cheio de IMHO quando vou falar qualquer coisa com ele, que ele se garante, então ele tem mais motivos para ser mais arrogante, eu nunca ganhei prêmio de coisa nenhuma.

Agora vou ter que contar um monte de coisas para vocês para as coisas fazerem sentido, mas não vou conseguir pensar as coisas linearmente, então vão acabar sendo um monte de associações livres, uma espécie de catarse bloggar -- o Aurélio deve ter se mechido no túmulo agora, que eu vou escrevendo um pouco, quem sabe eu me conheço um pouco melhor enquanto tento virar a página da minha vida.

Olha só, falando nisso, eu comecei esse blog para ele virar páginas, e ele está virando, as páginas que estão no histórico estão realmente ficando no histórico, mas eu já percebi que para virar a página mesmo, talvez até trocar de livro, eu vou ter que começar a procurar algumas coisas lá no começo, da minha inapagável lembrança da minha avó me falando que daquele momento em diante eu teria que me preparar, pois meus pais não poderiam mais me dar tanta atenção, uma vez que minha irmã ia nascer, e como em quase todos os momentos parecidos com esse daquele momento até hoje em dia, eu parei, e fiquei pensando sobre aquilo, só, só, totalmente só.

Num ato de violência gratuita

Eu, hoje, num ato impensado de violência gratuíta, magoei meu amor que está a kilometros de distância de mim, sendo protegida em suas noites pelo úlitmo presente que meu melhor amigo deu a ela como namorado, eu, estúpido, fiz o óbvio que não faria com nenhuma outra mulher, mesmo que virtual como está sendo o nosso amor, mas de virtual ele tem que só nos vemos por email, blog e ICQ, mas também que está sempre sendo atualizado, esperando se tornar atual.

Acho que quebrei um par de lentes cor de rosa, peço desculpas por isso, eu e minha mania de querer saber alguma coisa contando outra, falei o que não devia, peço desculpas.

Tem uma outra pessoa que também merece as minhas desculpas e que é tudo de linda, ia mandar um email hoje, mas não sabia quanta raiva ela ainda tinha de mim depois do meu último email estabanado.

Enfim, hoje eu fiz alguém sofrer por minha causa, o site da oi nem funciona, o maldito, para eu mandar um recado urgente pedindo perdão. E meu telefone não liga para celular, e eu não sei o telefone dela. Resta esperar e pedir desculpas quando passar a raiva e ela me dizer oi de novo, ou quando a oi me dizer oi de novo, e sorrir para ela de novo.

Quantos leitores eu tenho?

Eu adoraria saber quantos leitores eu ainda tenho depois de ter deixado meu blog abandonado por três semanas, bem, deixem comentários ou mandem email l@ruoso.com que eu to cheio de coisa para escrever, mas to sem saber como começar. Então pensei que uma pequena pesquisa de satisfação com meu blog seria bem vinda nesse momento.

Minha pergunta básica é: "Será que um dia poderei comprar quatro mil reais em queijos e vinhos para escrever o último posto do meu blog?" com fez o Manoel Carlos para escrever o final de "Mulheres Apaixonadas"?

quinta-feira, outubro 23, 2003

Eu tenho algo a dizer para alguém...

Uma pessoa com quem me sinto totalmente confortável, talvez seguro, uma pessoa em quem acredito poder depositar toda minha confiança, mesmo quando não trocamos uma única palavra prévia, uma pessoa que pode conhecer minhas imperfeições sem fazer uso delas.

Assim eu me sinto com esse alguém, como se pudesse entregar livremente minha alma à ela, sem disfarce. Isso não é uma paixão, mas é um sentimento novo, o sentimento de que quanto mais essa pessoa me conhecer, mais vou estar seguro perto dela e não que mais vulnerável estarei para ela.

Isso é algo que tenho vontade de guardar para sempre, pena que ela vai embora para longe em pouco tempo, eu, provavelmente, ficarei por aqui, esperando sempre pelo email dela, pelo ICQ dela, torcendo para que a Europa em que ela estiver seja tudo de mais maravilhoso. Um dia saio para visitá-la.

Espero que meu ICQ seja sempre o mesmo 20393976 que é hoje, assim não me perde nunca mais.

Meu sorriso estará sempre á tua espera.

Desculpas...

Peço desculpas, por não estar retribuindo à altura o carinho e a atenção que recebo, poderia justificar que é de tão atribulada que minha vida está, mas não, não tento me esconder atrás de mim mesmo, não estou fazendo o que deveria fazer por minha própria responsabilidade, deixando a vida correr sem tomar as rédeas dela, isso está me parecendo sensato hoje em dia.

Alguém já perdeu controle do carro que estava dirigindo? Numa curva? Eu já, não há muito o que fazer, é deixar o carro se arrumar e esperar, normalmente dá tudo certo, acho que é o que eu estou tentando, perdi o controle da minha vida em alguma curva para trás, estou deixando ela pegar contato com o chão novamente, penso que não adianta tentar controlar o incontrolável, uma hora ou outra vai dar para alinhar na saída da curva e pisar fundo novamente.

Alguém tem algo a me dizer?