Tenho escrito muito, às vezes sem pé ou cabeça, mas tenho escrito. Não o que eu deveria fazer, pois deveria escrever a abertura de um romance, é minha tarefa de casa há duas semanas, tenho que iniciar um romance.
Talvez eu esteja lendo pouco. Talvez eu esteja mais cheio de blues que antes e não sei explicar ao certo por que! Sei que está em mim, pois é só que sou incapaz de existir, mas não sei desenhar essa figura.
Novamente não tenho sonhado, de fato, pouco tenho dormido, não que eu tenha insônia, não é isso, durmo até fácil quando tento.
Aliás, parece que tudo quando tento até consigo. Até escrever, eu sento, decido publicar mais um post e vou escrevendo de primeira, sem revisão, sem melhoramentos e há quem goste de ler.
Eu sei que se eu começar eu inicio a escritura desse romance, sei tanto que nem tento, da mesma forma que não tento dormir, para não pegar no sono, talvez para não sonhar.
Eu sei que deveria pensar que tudo isso é resistência, mas nem bem eu sei por que estaria resistindo, escrever me traz prazer, traz esse prazer agora, na verdade escrever não tanto, prazer maior eu tenho quando lêem o que eu escrevo.
Eu sei que é ilógico, eu tenho que escrever um romance, é simplesmente uma obrigação, eu tenho que cumprir, não tenho que escrever uma grande obra, tenho que, tão somente, fazer o básico.
Talvez seja isso, fazer o básico, o necessário, o suficiente, tudo isso tem me cansado em minha vida.
Não posso reclamar da sorte, se existem anjos da guarda eles sempre estiveram ao nosso lado, mas o suficientemente bom não me basta, não me basta ser pai, ser marido, ser escritor, ser amigo, ser qualquer coisa suficientemente boa e praticamente prefiro não ser nada a ser tão somente suficiente.
Talvez seja isso que me destrua, a perspectiva de ser tão somente suficiente, necessário, mínimo, básico. Tudo bem, pode me mandar tratar disso com meu terapeuta, mas é verdade, não me aceito normal, regular, certo, correto, modal. Se tenho que ser isso, apenas isso, se não posso ser mais que o necessário, não sou eu, não me reconheço, eu me perco em mim mesmo.
Assim é que existo ainda na minha necessidade do outro, que não é mínima, que não é suficiente, que não me basta. Esse meu eu em contato com o outro ainda pode ser intenso, pode ser mais que o apenas necessário, é a diluição intensa das fronteiras que ainda me mantém vivo, aqui, esperando pelo momento que, se um dia acontecer, eu possa encontrar algo em mim mesmo.
segunda-feira, julho 04, 2005
Não sei dizer qual dos meus amores me emociona mais. Hoje foi dia de reencontro. Já era tanta saudade em mim que mal podia continuar vivo. Foram muitos dias comigo mesmo e vou ter que me acostumar, que assim vai ser por muito tempo. Tenho que aprender a viver enquanto espero. Vou fazer isso, hora mais, hora menos. Já consegui tanta coisa. Tem coisas que não dá para a gente falar assim fácil, por que teria que explicar muita coisa para me fazer entender, mas meu filho maravilhoso às vezes se supera e traz tanta poesia em sua fala. Às vezes é como se ainda resistíssimos em nossa comunicação, sabemos o que um e outro sentem, mesmo distantes, às vezes sem entender direito, mas sabemos se há algo ruim ou algo bom.
É tanta a saudade que tenho agora e o telefone não toca. Estou tão cansado de não viver. O telefone não toca, não toca, está quieto, o que se passa? Será que você vai se atrasar? Vou lhe esperar o tempo que precisar, que não sou mais eu sem você.
A vida, ao menos a minha, não tem qualquer sentido apenas por si, nada faz sentido só, mesmo comer. Eu preciso de você para comer, de você para dançar, de você para cantar. A única coisa que importa quando você está longe é a saudade, é a espera. Minha vida está em você. Não há nada em si que a justifique, exceto a existência de você, a relação eu-você. Não há por que mentir, não há por que enganar. Não há mais por que esconder você atrás de ritos, de livros, de filmes ou de dança. Preciso aqui, preciso agora. Nada se sustenta para além do contato. Choque que dilui as fronteiras, que nos permite entemear nossas vidas, que nos permite, ao final, viver.
domingo, julho 03, 2005
É bom saber que as pessoas bacanas continuam bacanas ao passar dos anos. Foi bom rever, foi bom conhecer, afinal entre os meus velhos amigos e amigas havia quem eu não conhecesse ainda, detalhes da vida, mas bom encontrar assim mesmo.
Especialmente grato pela turma que ficou só me ouvindo falar besteira enquanto demorava para pedir a conta. Espero que as besteiras tenha sido só meio bestas e não totalmente bestas, só depois que a gente percebe que as pessoas estavam só, delicadamente, fazendo companhia e não estavam mais necessariamente se divertindo.
É verdade, eu continuo intenso, por mais ameno que eu tenha me tornado, ainda devo ser classificado como intenso. Não sei se é algo ruim ou algo bom. É como sou e nem sempre é tão fácil mudar, mesmo que a si mesmo.
Por fim, não pude falar com todo mundo, mas foi bom estar com todo mundo.
Especialmente grato pela turma que ficou só me ouvindo falar besteira enquanto demorava para pedir a conta. Espero que as besteiras tenha sido só meio bestas e não totalmente bestas, só depois que a gente percebe que as pessoas estavam só, delicadamente, fazendo companhia e não estavam mais necessariamente se divertindo.
É verdade, eu continuo intenso, por mais ameno que eu tenha me tornado, ainda devo ser classificado como intenso. Não sei se é algo ruim ou algo bom. É como sou e nem sempre é tão fácil mudar, mesmo que a si mesmo.
Por fim, não pude falar com todo mundo, mas foi bom estar com todo mundo.
sábado, julho 02, 2005
Eu, que continuo me emocionando com coisas boas, acho que é por isso que eu estou bloqueado, "não consigo mais botar ovos". Visitem o link, pois vale à pena.
Link: http://www.ad-awards.com/inc/video.swf?id=104
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Fragmento de inspiração
As articulações prosseguem. É possível que a edição 0 não saia da idéia inicial pensada para julho, pois a viagem coletiva vai precisar de mais tempo para ser organizada, poderá ser o número um, talvez já para o mês de setembro. Então estamos divagando sobre as possíveis pautas para o número zero. Conversando acabamos chegando a este fragmento. Vamos conversando, pois acredito que poderemos encontrar subsidios para uma boa cobertura.
Vou procurar essa tese na biblioteca, lógico!
Vou procurar essa tese na biblioteca, lógico!
Folha - Então exatamente o que é o turismo sexual?
Piscitelli - Os viajantes à procura de sexo querem mulheres que façam programa e também mulheres que não façam. Não é apenas troca de sexo por dinheiro. Há uma romantização, há um jogo de conquista e, às vezes, até sentimentos. A pesquisa me levou a questionar o conteúdo que nós damos à palavra prostituição. Por exemplo, uma moça de classe média que se relaciona com um estrangeiro e é convidada por ele a visitá-lo na Europa, ganha a passagem e um celular, nós não pensamos que está fazendo prostituição. Mas uma garota, por exemplo uma garçonete que recebe presentes de um estrangeiro, é imediatamente vista como uma garota de programa. Então exatamente o que é prostituição? É a troca de sexo por dinheiro? E por que troca de sexo por dinheiro de maneira não imediata para a classe média não é visto como prostituição e para a classe baixa sim?
Folha - Que tipo de sonhos elas têm em relação aos estrangeiros?
Piscitelli - As diferenças, em termos das motivações pelas quais elas se relacionam com os estrangeiros, variam de acordo com a classe social e a idade das mulheres. Mas o sonho de casar com estrangeiros é uma idéia geral do universo feminino de todas as classes sociais. É uma idealização do estrangeiro e uma desmoralização do homem local.
Folha - Que tipo de desmoralização?
Piscitelli - Dizem que os estrangeiros são mais românticos, mais generosos, mais fiéis. Na verdade, tudo o que elas dizem que eles fazem eles fazem mesmo. Mandam flores, presentes, preparam café da manhã, assim como qualquer homem que quer conquistar. O que não deixa de ser uma atitude de sedução para obter sexo.
Folha - Você foi à Itália no ano passado entrevistar o mesmo grupo de garotas com quem havia falado em Fortaleza. Essa visão continuou lá? Qual a realidade dessas moças na Itália?
Piscitelli - O contexto muda completamente. Aquela visão romantizada não existia mais. Eles não eram mais tão bonitos como eram aqui, nem tão ricos quanto pareciam. Muitos são de classe média. As moças que entrevistei na Itália, que eram de Fortaleza, se ocupam de praticamente de todos os trabalhos domésticos sozinhas, com exceção do supermercado. E, além disso, trabalham fora para poderem mandar dinheiro para o Brasil, para a família. Todas as que conheci de camadas média baixa e baixa têm uma interação intensa com o Brasil e muito desejo de ter uma mobilidade social aqui. Então fazem todos os esforços para isso, para, quando vierem para cá, poderem mostrar que 'deram certo' lá.
Folha - A maioria das que foram conseguiram se casar e formar família?
Piscitelli - Do universo com o qual eu trabalhei, sim. Entrevistei moças que tinham conhecido italianos em Fortaleza e os visitaram como se estivessem fazendo programa por um determinado tempo e depois voltavam trazendo dinheiro. Outras que conseguiam apenas presentes e roupas de grife e voltaram sem dinheiro nenhum. As que ficaram lá formaram família. Apenas uma afirmou que amava o marido, e isso era visível. As outras disseram ter carinho, gratidão. Quando elas não conseguem casar, geralmente voltam. Por isso digo que nem todo o universo vinculado ao turismo sexual pode ser considerado prostituição e nem prostituição profissional. Na viagem que fiz à Espanha, no fim do ano passado, para um alargamento dessa pesquisa, falei com moças que já faziam programas aqui e foram para lá para continuar fazendo nas mesmas condições, mas para ganhar em euro. É diferente.
Folha - E as que casaram? Que vida têm na Itália?
Piscitelli - Elas têm um controle enorme em cima delas, pairando sempre o estigma de que podem ter sido prostitutas, principalmente para a família dos maridos. O controle acontece de todos os lados. Elas têm de trabalhar, mas é sempre na loja da família, no supermercado de um amigo, sempre sendo vigiadas. O policiamento corporal também é forte, decotes são censurados. As brasileiras são valorizadas de maneira positiva como sensuais, bonitas, carinhosas. Mas há fantasmas que anulam essa valorização. Um deles é o da exploração econômica e outro, o da infidelidade.
Acabo a noite em plena felicidade. Um casal amigo vai ter gêmeos. Todo meu desejo de carinho, ternura e amor para essa família que agora se transforma e se torna ainda mais linda. Realmente fiquei feliz. Gêmeos é algo legal, acho que eu queria ter gêmeos um dia, talvez por isso tenha ficado tão feliz, talvez simplesmente pelo carinho que tenho pelo rapaz que vai ser pai, talvez pela minha certeza de que serão bom pai e boa mãe.
Saber que uma nova criança vem ao mundo é mesmo um momento mágico, abrem-se tantas esperanças, a esperança de fazer tudo de melhor, de proporcionar um mundo mágico de amor, de proporcionar confiança, de proporcionar ternura, carinho e segurança. É um momento em que tudo em torno de nós perde importância.
Eu vou ser tio daqui uns dias. Meus amigos vão ter gêmeos. É a vida que continua e com a vida nossos ideais de um mundo mais feliz fazem coro em nosso coração, temos que preparar um mundo melhor, temos que nos tornar pessoas melhores, temos simplesmnete que amar, amar, amar muito.
Saber que uma nova criança vem ao mundo é mesmo um momento mágico, abrem-se tantas esperanças, a esperança de fazer tudo de melhor, de proporcionar um mundo mágico de amor, de proporcionar confiança, de proporcionar ternura, carinho e segurança. É um momento em que tudo em torno de nós perde importância.
Eu vou ser tio daqui uns dias. Meus amigos vão ter gêmeos. É a vida que continua e com a vida nossos ideais de um mundo mais feliz fazem coro em nosso coração, temos que preparar um mundo melhor, temos que nos tornar pessoas melhores, temos simplesmnete que amar, amar, amar muito.
segunda-feira, junho 27, 2005
Quando uma pessoa abre uma lata de leite condensado e mistura com leite em pó integral e côco ralado é sinal claro que não está bem. Droga-se da maneira mais primitiva, tenta superar a tristeza na busca de um aconchego infantil. Tem consciência do mal que está fazendo a si, mas insiste no processo auto-destrutivo em busca de um equilíbrio perdido.
Destruição enquanto tenta se salvar do terror de enfrentar as cruezas da vida. Não se deve viver se não se quer sofrer.
Quando a felicidade se encerra em sofrimento o grito engasga.
Destruição enquanto tenta se salvar do terror de enfrentar as cruezas da vida. Não se deve viver se não se quer sofrer.
Quando a felicidade se encerra em sofrimento o grito engasga.
Há sempre uma história mais triste que a nossa e há sempre alguém sofrendo mais em nossa própria história. Às vezes esse sofrimento ocorre por nossa própria culpa, nós que deveríamos proteger, não o fazemos. Nós que deveríamos afagar, não o fazemos.
Sempre temos uma desculpa para nos esquivar de nossa responsabilidade. Em última instância podemos transferir a culpa para o Estado, que não somos nós e nos recomenda a passividade diante do sofrimento do outro. É o sistema, podemos pensar.
A dor, no entanto, não aceita nossas desculpas e nosso coração nos alerta de que um mal maior está em andamento, enquanto isso, permanecemos passivos, deixando que o outro nos dite o destino, tal qual abençoado pelo Estado. Como se o Estado algum dia ligasse para o sofrimento de um, dois ou três indivíduos.
O que são algumas pessoas diante do caos global? Para o Estado não significa nada, para a sociedade não siginficada nada. Todos esperam por sangue, é o sangue que comove as multidões, se não há sangue, há qualquer bobagem, coisa de gente fresca. Direitos Humanos? Encaremos os fatos, vivemos em uma sociedade amplamente reacionária, onde os direitos básicos são negados aos humanos, até daqueles dos quais somos parentes.
Negamos os direitos básicos do homem, quem dirá da criança, dos nossos filhos. Assistimos passivamente à crueldade com que nossos vizinhos, nossos conhecidos, por vezes nossos amigos ou parentes tratam crianças indefesas. Pensa a maioria que os filhos são mero objeto sobre o qual podem praticar seu sadismo e para isso tem o apoio de todos, da polícia, do Estado dos avós, dos tios, afinal, de toda a sociedade.
E são esses malditos sádicos perversos, que são a maioria e por isso são tão fortes e imputáveis ainda, que reclamam da violência, da criminalidade. Reclamam-se vítimas de bandidos enquanto reforçam a violência em sua própria casa enquanto meio de formação da criança. A criança nada é, nada pode, é estuprada em sua dignidade todas os dias, todas as horas.
Ora, quando se ensina violência, só se pode esperar violência, afinal as crianças crescem e já que cresceram aprendendo que o outro não tem valor, que não merece respeito, que a forma de se levar acabo seus desejos, sejam eles quais forem é passando por cima do outro, não importa quando e quanto tenha que ferir esse outro, quando adultos, é dessa forma que vão agir.
Teremos sim, sem dúvida, uma sociedade mais violenta, mas por culpa, em primeiro lugar, dos pais e mães, dos avôs e avós, dos tios e dos amigos, por minha própria culpa quando presencio a violência e nada faço além de sofrer um sofrimento inútil, que a nada leva, que nada constrói, que tão somente destrói meu dia.
Quando fazemos comida acabamos sujando a louça, eu preciso me tornar uma boa pessoa, eu preciso lavar a louça...
Sempre temos uma desculpa para nos esquivar de nossa responsabilidade. Em última instância podemos transferir a culpa para o Estado, que não somos nós e nos recomenda a passividade diante do sofrimento do outro. É o sistema, podemos pensar.
A dor, no entanto, não aceita nossas desculpas e nosso coração nos alerta de que um mal maior está em andamento, enquanto isso, permanecemos passivos, deixando que o outro nos dite o destino, tal qual abençoado pelo Estado. Como se o Estado algum dia ligasse para o sofrimento de um, dois ou três indivíduos.
O que são algumas pessoas diante do caos global? Para o Estado não significa nada, para a sociedade não siginficada nada. Todos esperam por sangue, é o sangue que comove as multidões, se não há sangue, há qualquer bobagem, coisa de gente fresca. Direitos Humanos? Encaremos os fatos, vivemos em uma sociedade amplamente reacionária, onde os direitos básicos são negados aos humanos, até daqueles dos quais somos parentes.
Negamos os direitos básicos do homem, quem dirá da criança, dos nossos filhos. Assistimos passivamente à crueldade com que nossos vizinhos, nossos conhecidos, por vezes nossos amigos ou parentes tratam crianças indefesas. Pensa a maioria que os filhos são mero objeto sobre o qual podem praticar seu sadismo e para isso tem o apoio de todos, da polícia, do Estado dos avós, dos tios, afinal, de toda a sociedade.
E são esses malditos sádicos perversos, que são a maioria e por isso são tão fortes e imputáveis ainda, que reclamam da violência, da criminalidade. Reclamam-se vítimas de bandidos enquanto reforçam a violência em sua própria casa enquanto meio de formação da criança. A criança nada é, nada pode, é estuprada em sua dignidade todas os dias, todas as horas.
Ora, quando se ensina violência, só se pode esperar violência, afinal as crianças crescem e já que cresceram aprendendo que o outro não tem valor, que não merece respeito, que a forma de se levar acabo seus desejos, sejam eles quais forem é passando por cima do outro, não importa quando e quanto tenha que ferir esse outro, quando adultos, é dessa forma que vão agir.
Teremos sim, sem dúvida, uma sociedade mais violenta, mas por culpa, em primeiro lugar, dos pais e mães, dos avôs e avós, dos tios e dos amigos, por minha própria culpa quando presencio a violência e nada faço além de sofrer um sofrimento inútil, que a nada leva, que nada constrói, que tão somente destrói meu dia.
Quando fazemos comida acabamos sujando a louça, eu preciso me tornar uma boa pessoa, eu preciso lavar a louça...
O mundo anda tão complicado por Legião Urbana
O Mundo Anda Tão Complicado
Legião Urbana: Composição: Renato Russo
Gosto de ver você dormirQue nem criança com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperto o passo por causa da garoa
Me empresta um par de meias
A gente chega na sessão das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é a sua vez
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.
Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
A mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som
Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
é a chave que sempre esqueço
Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um p'ro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você
Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor
terça-feira, junho 21, 2005
Alguém disse que é um absurdo tomar Fluoxetina para emagrecer, óbvio que é, o certo é Cloridrato de Fluoxetina, mas não é isso que importa, o que importa é que recentemente eu bati o carro de novo, foi só uma besteirinha, mas serviu para uma coisa, para eu parar de inventar desculpas para isso, é, eu bati, não tinha nenhum motivo sério para bater, exceto que eu não vi a moto que parou na minha frente. Não vi mesmo e não sou cego, enxergo até bem, mesmo sem óculos e estava com eles. Dia desses eu estava lendo a recomendação de tratamento com Anfetaminas para pessoas com DDAH.
Detesto contas, nunca param de chegar. Como dizia um amigo meu "ninguém me escreve para dizer que me ama", só me enviam contas e mais contas. Desprezível isso. Eu pago, pago, posso até atrasar, mas pago.
Se meu divórcio teve algo de bom, afinal dizem que tudo tem sempre um lado bom, foi que minha carreira na área de tecnologia acabou destruída, então eu vou aproveitar esse hiato para buscar minha realização pessoal.
Se der tudo errado vou trabalhar com vendas, que ao final das contas é o que dá dinheiro mesmo. Quantas pessoas você conhece que tenham uma renda de 25 mil reais com dez anos de carreira? Eu conheço poucas, aliás conheço poucas que têm essa renda ao final da vida. Talvez vendas nem seja tão ruim assim, quem sabe, um dia, por enquanto eu vou colocando as pedras no alicerce da minha realização.
Meu amor vai para longe, mais cedo ou mais tarde, é, eu sei, também vai ter um lado bom, dessa vez mais fácil de ver, mas vai ser ruim ficar tanto tempo distante. Não dá para eu ir junto agora, pois meu filho ainda é muito pequeno e o estrangeiro é longe demais, por enquanto eu fico pertinho, depois eu vou, no máximo, para um lugar em que ele possa me visitar com muita freqüência. Também eu tenho minhas coisas para concluir por aqui, não posso sair agora. Vai dar tudo certo no final!
Eu é que não posso pedir para ninguém abrir mão da carreira por mim, eu que sei bem o que é isso e sei como fica mais trágico o final quando a gente faz isso, ainda fica se achando o mais burro de todos os burros por um dia ter se apaixonado.
Pessoas apaixonadas fazem muita burrice, gostam de ferrar com suas próprias vidas em nome de um amor, de uma família. É bom fazer o que se acredita, eu sei, mas ver tudo se acabar não é nada bom.
Miami ou Lisboa bem que poderiam ser grandes centros de pesquisa, mas o cinza pode ser até bonito com uma caixinha de Prozac no bolso. O que não é bonito são bilhetes de ida e volta custando quase cinco mil reais na classe econômica, nem com muita Fluoxetina.
Se meu divórcio teve algo de bom, afinal dizem que tudo tem sempre um lado bom, foi que minha carreira na área de tecnologia acabou destruída, então eu vou aproveitar esse hiato para buscar minha realização pessoal.
Se der tudo errado vou trabalhar com vendas, que ao final das contas é o que dá dinheiro mesmo. Quantas pessoas você conhece que tenham uma renda de 25 mil reais com dez anos de carreira? Eu conheço poucas, aliás conheço poucas que têm essa renda ao final da vida. Talvez vendas nem seja tão ruim assim, quem sabe, um dia, por enquanto eu vou colocando as pedras no alicerce da minha realização.
Meu amor vai para longe, mais cedo ou mais tarde, é, eu sei, também vai ter um lado bom, dessa vez mais fácil de ver, mas vai ser ruim ficar tanto tempo distante. Não dá para eu ir junto agora, pois meu filho ainda é muito pequeno e o estrangeiro é longe demais, por enquanto eu fico pertinho, depois eu vou, no máximo, para um lugar em que ele possa me visitar com muita freqüência. Também eu tenho minhas coisas para concluir por aqui, não posso sair agora. Vai dar tudo certo no final!
Eu é que não posso pedir para ninguém abrir mão da carreira por mim, eu que sei bem o que é isso e sei como fica mais trágico o final quando a gente faz isso, ainda fica se achando o mais burro de todos os burros por um dia ter se apaixonado.
Pessoas apaixonadas fazem muita burrice, gostam de ferrar com suas próprias vidas em nome de um amor, de uma família. É bom fazer o que se acredita, eu sei, mas ver tudo se acabar não é nada bom.
Miami ou Lisboa bem que poderiam ser grandes centros de pesquisa, mas o cinza pode ser até bonito com uma caixinha de Prozac no bolso. O que não é bonito são bilhetes de ida e volta custando quase cinco mil reais na classe econômica, nem com muita Fluoxetina.
quinta-feira, junho 16, 2005
Hoje eu sonhei com você, dava para jurar que não era sonho. Não lhe vi, apenas lhe ouvi. Tinha a impressão que estava dentro daqui de casa, andando, tirando algo de um lugar, colocando em outro. Não consegui me levantar para ver o que era de tão pesado que dormia. Quando acordei, não vi nada, não percebi mudança alguma. A louça continua suja, por lavar, tenho que fazer isso, mas odeio lavar louça. Talvez por isso foi embora, afinal não lavo a louça, não sou uma boa pessoa.
Eu tenho que lavar a louça. Não é uma obrigação formal, é apenas uma obrigação moral, como tantas outras, tenho que lavar. Odeio isso. Não gosto de lavar louça, nem de enxugar. Não conseguiria ser apenas dono de casa, nunca consegui entender como algumas pessoas conseguem se realizar lavando louça. Eu não. Não que eu faça qualquer coisa grandiosa. Na verdade não tenho qualquer pretenção de me realizar. Um dia faço algo que preste, por enquanto vou tentando evitar fazer o que não presta. Se eu conseguisse me tornar ao menos uma boa pessoa. Talvez boas pessoas lavem a louça.
De repente eu pensei: Eu poderia convidar todo mundo para uma festa aqui em casa. Pensei nas velhas lendárias de antigamente. Pensei que bancar tudo como antigamente não dava, mas uma cota podia resolver. Pensei que era fácil contactar todo mundo que está pelo orkut. Pensei que muita gente nem em Fortaleza estava. Pensei que eu nem sei que músicas são boas hoje em dia. Pensei que preciso de mais tempo para organizar. Pensei um monte de coisa. E pensei que vai ter festa sim, mas só lançamento da revista!
terça-feira, junho 14, 2005
Ah, meu relógio passa o tempo bem devagarinho hoje, há muito o que fazer, mas um estranho sentimento me segura o dia todo, convida ao fazer nada, se tento fazer, acabo com tanto sono que cochilo um pouco. Eu preciso de mais, não posso viver com tão pouco. O tempo, meu inimigo, eu não consigo enganar, não posso voltar, não posso adiantar, tenho que esperar, caminhar, um dia após o outro. Alguns dias são vazios, outros cheios, outros são simplemente nada. Eu espero, mas não queria esperar, queria sair correndo consertando todas as coisas erradas que fiz até hoje. Não há mais conserto. Eu espero, espero, espero e nada alcanço. Vivo de manter o que já tenho, de não perder o que ainda não ganhei. Vivo sem esperança, esperando um sonho que nunca vem. O mundo é mesmo feio. Há beleza, mas de tanta feiura é preciso atenção para encontrar. Eu sinto fome, mas não tenho vontade de comer. Espero que esse vazio acabe, mas meu relógio passa o tempo bem devagarinho hoje. Ah...
Because by The Beatles
[ Abdim7; Song originally in C#m; capo -3.]
Because the world is round it turns me on
Because the world is round
Ah-ah-ah
/ Em - B7sus4 B7 / C Em C7 - / F - Abdim7 - /
Because the wind is high it blows my mind
Because the wind is high
Ah-ah-ah
Love is old, love is new
Love is all, love is you
(Abdim7) / A - / - B7 - - - /
Because the sky is blue, it makes me cry
Because the sky is blue
Ah-ah-ah
sexta-feira, junho 10, 2005
Suite de "Nossas crianças estudam para quê?"
Como foi escrito atrás, há urgencia em se rever a educação, em proporcionar às crianças maior desenvolvimento de seu potencial humano. A feira que está ocorrendo no Japão por esses dias é prova disso:
Robô humanóide é destaque em exposição no Japão
09/06/2005 - 17h15 - Do UOL
Robôs para todas as funções são um dos destaques da Expo 2005, que acontece até setembro, em Aichi, Japão. A feira internacional, com pavilhões de países do mundo todo, prossegue até 25 de setembro.
O objetivo da feira é dar um panorama sobre o que há no mundo em algumas áreas. Entre elas, uma das que mais chamam a atenção dos visitantes é a de robôs, área em que os avanços japoneses são impressionantes.
Nesta quinta-feira (9/6), começou uma exposição de 11 dias com 60 protótipos de robôs do país.
Há robôs que dançam, tocam bumbo, jogam golfe, correm e realizam cirurgias. Outros impressionam não por suas habilidades, mas por sua semelhança com os humanos. É o caso da (ou seria "do"?) andróide Actroid Repliee Q1, desenvolvida pela Universidade de Osaka.
Robô humanóide é destaque em exposição no Japão
09/06/2005 - 17h15 - Do UOL
Robôs para todas as funções são um dos destaques da Expo 2005, que acontece até setembro, em Aichi, Japão. A feira internacional, com pavilhões de países do mundo todo, prossegue até 25 de setembro.
| EFE |
| Robô Repliee (esq.) |
Nesta quinta-feira (9/6), começou uma exposição de 11 dias com 60 protótipos de robôs do país.
Há robôs que dançam, tocam bumbo, jogam golfe, correm e realizam cirurgias. Outros impressionam não por suas habilidades, mas por sua semelhança com os humanos. É o caso da (ou seria "do"?) andróide Actroid Repliee Q1, desenvolvida pela Universidade de Osaka.
quinta-feira, junho 09, 2005
É estranho viver uma vida sem curto prazo. Há longo e médio, curto não há. Alguns ônus do passado que precisam ser sanados, mas nada a curto prazo. Já disse a alguém que preciso de reforços positivos breves e frequentes. O pior de tudo é que fico chato quando me concentro em meus projetos de longo prazo, penso que tenho que ler 200 livros mais outros tantos para escrever uma monografia que mereça o tempo da defesa e um punhado de artigo que a facilitada internet me permitiu arquivar em meu computador. O que um final de dia não faz? Terminei a República Velha, não vou começar o estado novo se não poderei continuar antes de segunda-feira. Prefiro esperar, começar segunda, enquanto isso aproveito o resto de semana para pensar em minha monografia. Talvez em ganhar um pouco de dinheiro em mês de férias. Eu não deveria aproveitar as férias para ler por dois ou três meses? Deveria, mas também preciso de algum dinheiro. Não posso viver assim tão essencial, tão básico, tão dietético e tão saudável.
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